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Moro em Itabaiana (SE). A última agência do BB onde trabalhei foi a 2312-4 – Moita Bonita (SE). Fui demitido sumariamente no dia 12/07/1999, por não ter aderido ao PDV de 1995. Eu gostaria que o Grupão PDV-BA - MNDBB encaminhasse este meu testemunho para ser divulgado no Jornal.
No ano de 1995, por fazer parte da listas dos “elegíveis”, fui pressionado a pedir demissão, aderir ao PDV, porém meu irmão trabalhava comigo na mesma agência, por compaixão de mim, pediu sua demissão no meu lugar.
Por eu não ter aderido ao PDV, o gerente da agência me entregou à Superintendência em 1998, e este por ter me entregado, foi elogiado pelo superintendente numa reunião lá na SUPER. Logo em seguida, em dezembro de 1998, o Banco me colocou como excedente, e na semana seguinte, deu posse a um colega vindo do SESEC/AJU para eu lhe ensinar o serviço e me substituir.
Continuei excedente até 12/07/99, quando recebi a punição definitiva por não ter saído no PDV de 1995. Fui demitido sem aviso prévio, sem o incentivo do PDV, sem justa causa, sem processo administrativo, sacando apenas 98 % das contribuições pessoais. Depois, levei seis anos com uma causa na Justiça contra o Banco e fui derrotado porque minha advogada perdeu prazo de recurso. Hoje continuo sofrendo as conseqüências de ter sido enganado pelo Banco e pela PREVI. Não esqueço, da dor que passei, vendo meus filhos querendo continuar estudando no colégio particular e eu sem ter condições de pagar.
A dor e a humilhação eram insuportáveis, pois diante do diretor, cada início de ano, enquanto lhe pedia um desconto nas mensalidades, não conseguia segurar as lágrimas que saltavam dos meus olhos. Não esqueço de ver meus filhos se preparando para o vestibular, e eu pedindo a Deus para eles desistirem, porque sabia que a continuação dos seus estudos seriam para mim ainda mais compromissos financeiros que eu não podia arcar. Tudo o que passei não foi nada ante o que vejo acontecendo com colegas com situação financeira ainda pior que a minha.
Por exemplo: Soube que o colega Renan, que trabalhou comigo em Porto da Folha-Se, deu um tiro na cabeça dentro da agência de Lagarto(Se), porque estava ameaçado de perder seu emprego.
Vi o colega José dos Santos, daqui de Itabaiana-Se, se enfartar fatalmente no meio da feira porque tinha acabado de perder seu emprego. Vejo o colega Luiz Tavares, também daqui de Itabaiana, levar um tiro de escopeta do seu filho por motivos financeiros. Vejo o colega João Batista, de Aracaju, que me disse recentemente não poder mais ouvir falar em cuscus com ovo, pois esta é sua comida, três vezes ao dia, porque nunca mais pôde comprar feijão e carne.
Vejo os colegas Macedônio e Rodolfredo, trabalharam comigo em Porto da Folha (SE), hoje estão sendo despejado de suas casas pela CARIM, porque não tiveram condições de continuar pagando as prestações, sendo também vítimas do maquiavélico vício oculto do Banco do Brasil junto com a PREVI.
Soube que há um colega lá em N. S. da Glória-Se, por ter perdido o emprego foi abandonado pela família e está morando na rua, como louco sujo, bebendo cachaça e mendigando.
Ora, se aqui vejo tanta gente com testemunho, situação ainda pior do que a minha, imaginem neste Brasil por aí afora.
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