“EDUARDO LUCAS” - MATRÍCULA BB “3.520.280-4″
18 18UTC dezembro 18UTC 2008
Em 1989, o Lula foi candidato à Presidente pela 1ª vez contra o Collor, e só não levou devido a manobras terroristas da Elite que você deve lembrar. Nós do BB, em peso, estávamos com o Lula, e isso o Collor não perdoou; logo que assumiu, além de confiscar a poupança do Povo, começou a caça aos “marajás”, dentro deste rol, nós, do BB.
Em 1990, assumiu o Interventor Pollicaro na Presidência do BB para começar o processo de “reengenharia”, tão em moda à época, era a panacéia do momento, lançando o NMOA, Novo Modelo Organizacional das Agências = Redução de quadros das Agências + Perda de comissões + transferências compulsórias por redução de quadro e + PDI (Plano de Demissões Incentivadas = PDV).
Tomei posse no BB em 15/12/1982, em João Pessoa - PB, lá exerci funções de Caiex, Fiscal e Assistente de Supervisão (tinha passado no concurso interno para Nível S, 1986, Camillo Calazans, grata memória).
Em 1987 pedi remoção para Limoeiro do Norte - CE, minha cidade natal, onde cheguei como Posto Efetivo, mas logo recuperei a comissão de Assistente de Supervisão, no SETOP, onde fiquei, até março/199l, quando perdi a comissão por redução de quadro (NMOA) e ainda ficando sujeito a remoção compulsória, pelo mesmo motivo. Estava instalada a “Saga do Terror”, que chegou em seu apogeu em 1995, com o então outro Fernando, o Cardoso (FHC).
Naquele processo, eu estava no “Público Elegível” para aderir ao PDI = PDV. Perder a comissão significava mais da metade do salário e sujeito a ser removido compulsoriamente para a “Cochinchina”, com a família, ganhando o mísero VP de Posto Efetivo. Era para escolher : ou morar na favela e ter comida, ou morar em local digno e passar fome, pois o salário não daria para o aluguel e a feira.
Pelas regras da Previdência daquela época, me faltavam 23 anos para a aposentadoria, os colegas que podiam se aposentar pegaram aquela tábua de salvação. Como eu já tinha enxergado que o BB a partir dali nunca mais seria o mesmo, e já antevia longos anos de tortura, que realmente aconteceram, aderi ao PDI = PDV para me aventurar na iniciativa privada, pegando minhas verbas rescisórias + um VP para cada ano trabalhado + parte de minhas contribuições para a Previ, pois nem 1/3 das contribuições totais saiu (só 50%). Vendi minha casa, em construção, já estava na fase de acabamento, juntei com minhas verbas rescisórias, assumi uma operação FINAME no BB, para aquisição de máquinas para reciclagem de plásticos e transformação/fabricação de mangueiras/tubos plásticos.
Eu não tinha experiência empresarial nem capital suficiente para aquela atividade, fui “aprender a atirar no tiroteio com uma garrucha, contra fuzis AR-15 dos concorrentes”. Quem tem experiência sabe, isto não dá certo, mais ainda em uma conjuntura econômica adversa, como naquela época. Não deu outra. quebrei feio, perdi tudo, inclusive o crédito. Desde que tinha saído do Banco, jamais tive sossego.
Comi o pão que o diabo amassou, passei necessidades, mas tive o apoio de minha família ( pais e irmãos) que me custearam nas fases mais agudas, quando comecei a me preparar para concursos, pois, com a minha idade, hoje tenho 50 anos, não conseguia emprego digno.
Em 09/2003 fiz, novamente, o concurso do BB, passei em 7º lugar regional e 47º no Estado. Só que comecei a enfrentar outra batalha: o Banco não aceitava minha posse, pois eu tinha dívidas com ele. Procurei um advogado e entrei com uma ação cautelar inominada, que, com muita sorte, conseguiu uma liminar, obrigando o Banco a me empossar.
O Banco entrou com um agravo de instrumento no TJPE, alegando o artigo da CLT que diz: “O empregado bancário responsável contumaz por dívidas exigíveis legalmente será demitido por justa causa.” Só que o Desembargador Relator negou o agravo, alegando que quando contraí as dívidas eu não era bancário. Em 09/02/2004 tomei posse noutra agência. Hoje estou Assistente de Negócios.
Quando tomei posse novamente no BB, fiz uma consulta na Previ sobre a possibilidade de dar continuidade no Plano I, responderam que não podia, pois eu tinha sacado a parte que tinha direito, e o resto que ficou, incorporou ao patrimônio comum.
Pedi que transferisse a parte que ficou para o meu atual Plano II (Futuro), negaram dizendo que os planos são independentes, não se comunicam e o que ficou perdi.
Por todos os motivos acima relatados é que estou na luta para recuperar o que me foi roubado.
Abraço/ Eduardo Lucas


